segunda-feira, 28 de setembro de 2009
óde aos deuses
Contagem
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Alguma coisa a gente tem que amar
Eu sei que ela me faz tão bem
Mas não sei se me convém
Ela tem que achar um outro alguém
Pra eu não me culpar de deixá-la sem
Alguém que a queira além
De arte moderna e nhem nhem nhem
E eu to achando que sei quem
Pois isso sou eu quem tem
Bem , meu bem
Pega o primeiro trem
E vem sem culpa
Vê bem,
Sai desse seu aquém
E me desculpa
Já não sei mais nada de ninguém
E acho que isso me convém
Tive que achar um outro alguém
Pra não me sentir o teu refém
Quem me dera alguém esse fosse cem
E me fizesse esquecer de ti tão bem
Que quimera querer te querer também
E não ter que escolher por outro quem
Poderá nos ajudar, heim?
Se tu não me ligas pra contar
Que precisas me ver também
Me falar das coisas que no mundo tem
Que me fazem crer no que todos crêem
Se tu não ligas, eu rezarei
Pois só em Deus confio, sempre confiei
-Não me abandones agora, por favor, amém.-
ass: sérgio e val
Chuva de setembro
Deixa o horizonte da janela pra lá mais branco, confuso, com movimento.
Esse cheiro que eu conheço deixa o horizonte da janela pra cá tão branco quanto antes, mas mais puro, mais emotivo.
Lá fora, as folhas balançam bruscamente. As pessoas já desistiram de correr, andam devagar com as mãos na cabeça e de cara conformada.
Os carros correm normalmente, como se nada estivesse acontecendo, mal sabem eles o poder desse cheiro.
A música se intensifica do lado de cá, o vento gelado também, e o arrepio fica incontrolável.
A saudade dos cheiros mais importantes até então, como o da morada e o da namorada, aperta forte o coração, o sufoca. Mas o instante em que o cheiro em questão prevalece é tão sutil que dá vontade de dar atenção só à ele, de presenciar até quando ele aguenta.
Consegue suavizar a semana toda com apenas duas ou três horas. Para os que não vivem a realidade nua e crua, ele é capaz de suavizar partes significativas da vida.
Vem e vai, faz chorar muitas vezes: de saudade, de alegria, de rir.
Vai muito bem com pipoca, amigos, amores.
Vai muito mal com separações, lembranças gélidas de sentimentos fortes e brigas.
Dizem que quando é acompanhado por esse último dá um bicho estranho na cabeça que só morre quando o cheiro passa.
Esse cheiro de final de tarde... mas não de qualquer tarde.
Cheiro do final daquelas bem cansativas. Esse cheiro de chuva, daquelas que despencam sem piedade sobre o jardim recém-podado.
Esse cheiro de vento, gelado, sozinho e cheiroso. Esse cheiro de primavera.