segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Soul eu mesmo.

É, já é madrugada...
...outra vez
o sono não veio,
faz um mês que não vem
Deitado na cama, sem grana, sem dama,
sem mais ninguém
Com a cabeça a mil por hora,
vou ter que escolher,
pelo caminho seguro e fácil feito por um alguém zé ninguém
ou pelo sonho de ser o maior e melhor que consigo
mostrar além:

O mundo é só seu se você quiser,
mas pode ser meu também, depende do que quer
O sonho é só seu se você quiser
mas pode ser meu também, cuidado com a maré.
Cuidado com a maré

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Trocatologia x Teoria utópica da somatória

Quem me dera poder viver num mundo onde não existissem trocas. Troca é um ato tão arcaico.
Quando nos submetemos a uma dessas temos que abrir mão de algo. E não importa, pode ser algo que nos agrade, ou que apenas nos faça ter alguma consideração até mesmo algo que nos faça sentir repugno. Seja lá qual o valor que aquilo venha a ter, qual sentimento ou sensação que ele desperte, o fato é que de alguma forma ele mexe. Mesmo que seja pela indiferença, que quando é despertada nos deixa um pouco mais donos.
Todo mundo troca. Isso que eu estou querendo expor não ocorre apenas no universo material, concreto. Não é só um carro, ou uma roupa. Isso acontece em todas as esferas. Trocamos de ideias, pensamentos, visões, amigos, inimigos, amores, paixões, tudo. Trocamos até de memórias, essa por sua vez não é voluntária, mas o fato é que temos que deixar de lembrar as coisas do passado que, querendo ou não tiveram importância, para armazenar o agora.
Cansei de trocas. Minha sugestão para mudar isso é a teoria da somatória. Sem mais trocas apenas SOMA!
Somar, adicionar, simples assim. Imagine se conseguíssemos somar tudo que a vida nos arrumou e ainda arruma, ou melhor, tudo que conseguimos arrumar da vida. Pensar usando ideias opostas e daí então criar a sua ideia, somando, com a sua cara, personalizada. Parar de levantar bandeiras, seja de maiorias: é impossível um número exagerado de pessoas ter uma mesma linha de raciocínio, exatamente igual, a ponto de vestir uma mesma camisa; ou de minorias: As minorias nunca serão consideradas se continuarem "minorias", como disse o poeta, sejamos maiorais.
Nada é bom ou mal por completo. Abracemos tudo que vier, e vejamos o ele tem a nos oferecer.
A vida seria mais paradoxal. Mais? Muito mais. E convenhamos, esse é o barato dela. E o nosso barato é ficar aqui, imaginando uma forma melhor de viver. Mesmo que utópica.

sábado, 18 de setembro de 2010

Areia branca e água salgada.

É, o que falta no hodierno é a areia branca e a água salgada
é a falta de tristeza, e a ausência da moleza
A esperança de alcançar, já alcançamos...
Traga pra mim, de entrada, um pouco de paixão e, como prato principal, muita felicidade e saúde
Vai pra lá tudo que possa me manter longe da areia branca e da água salgada
Vem pra cá dias ensolarados e chuvas renovadoras...
Hoje é o melhor dia, ontem foi legal, mas hoje sem dúvida é o melhor dia
e pode ter certeza que amanhã vai ser melhor e MAIOR.

Que perceber que o que se tem de bom e o agora, seja fácil
E que o saber que o agora já é o futuro, seja inconsciente...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

...e não ter a vergonha de ser feliz.

Pra quê fazemos tudo isso? Pra quê vivemos nisso tudo? Qual é a perspectiva para o final? Os objetivos estão conturbados. As finalidades estão perdidas em meio a tantas atividades. Não estamos mais acreditando no nosso próprio íntimo.

A massificação está se tornando comum e aceitável, o indivíduo está se personalizando um número, ou pior, na verdade pior. Cada número tem sua particularidade respeitável, o “nove”, por exemplo, é diferente do “um”, está mais a frente, tem mais a oferecer numa perspectiva crescente, porém, em uma corrida de fórmula1 essa idéia muda, quem vence é o número “um” e o número “nove” nem ao menos é lembrado. O Ser humano hodierno nem dessa metáfora de essência pode compartilhar.

A hipótese de que todo ser humano é covarde está se tornando fato. É impossível que todos nós tenhamos os mesmo sonhos, os mesmos objetivos. Somos donos de mentes particulares brilhantes apagadas por outrem.

A provável garantia que nós temos que de se cursarmos um curso superior em uma universidade de qualidade, de que se trabalharmos em um escritório com um ar-condicionado estalando, de que se fizermos contatos com pessoas de baixa índole e arrogantes para ganhar status nos deixará felizes é EXTREMAMENTE questionável. Claro que deve haver muitas pessoas que gostariam desse tipo de vida, porém muitas que de adequariam apenas. Isso poderá nos trazer certa ascensão profissional, nos trará dinheiro.. Muito bem, mas até que ponto isso é válido? Quando nos submetemos a essas circunstâncias estamos admitindo que somos realmente inferiores aos números mencionados no começo.

Como disse um grande poeta uma vez: “A vida está sendo esquecida por quem vive sem vivê-la-la como quer.”

Eu espero uma coisa da humanidade: Coragem!

A vida é AGORA, passa rápido, temos que aproveitar e extrair dela tudo que nos deixa bem. Conservar as pessoas que nos consideram: nossas famílias, elas realmente nos amam, amor de verdade, amor eterno; nossos amigos, os verdadeiros, aqueles com que você pode contar sempre, nas alegrias e nas tristezas, nas madrugadas e nos finais de tarde; nossas paixões, que nos completam de forma espantosa, nos acalmam e nos fazem entrar no mundo mágico e desconhecido do amor.

Temos que realizar nossos sonhos hoje, caso contrário eles serão sempre sonhos e então quando chegarmos à nossa plenitude etária diremos “podia dar certo se eu tentasse”. Isso não espanta vocês? Não aterroriza, não parece que o coração vai sair pela boca?

Faça da vida algo bem vivido, notável, histórico!


Inspirado em algumas idéias do texto “Ae... Viva” de Guilherme Ribeiro Miranda.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Deixa o vento.

Deixa que a distância interfira
Só em quem diz que precisa estar perto pra amar
Não "tô" dizendo que com sorte fina
Eu não queria te encontrar

Numa coincidência programada
O coração fica a palpitar
Não que eu tenha me esforçado muito, ou quase nada
O amor veio pra ficar, não acha?

Deixa o vento,
mudar o movimento,
o tempo do tempo,
deixa o vento..

Ai ai ai! Só não muda o seu endereço em mim.