sexta-feira, 23 de abril de 2010

...e não ter a vergonha de ser feliz.

Pra quê fazemos tudo isso? Pra quê vivemos nisso tudo? Qual é a perspectiva para o final? Os objetivos estão conturbados. As finalidades estão perdidas em meio a tantas atividades. Não estamos mais acreditando no nosso próprio íntimo.

A massificação está se tornando comum e aceitável, o indivíduo está se personalizando um número, ou pior, na verdade pior. Cada número tem sua particularidade respeitável, o “nove”, por exemplo, é diferente do “um”, está mais a frente, tem mais a oferecer numa perspectiva crescente, porém, em uma corrida de fórmula1 essa idéia muda, quem vence é o número “um” e o número “nove” nem ao menos é lembrado. O Ser humano hodierno nem dessa metáfora de essência pode compartilhar.

A hipótese de que todo ser humano é covarde está se tornando fato. É impossível que todos nós tenhamos os mesmo sonhos, os mesmos objetivos. Somos donos de mentes particulares brilhantes apagadas por outrem.

A provável garantia que nós temos que de se cursarmos um curso superior em uma universidade de qualidade, de que se trabalharmos em um escritório com um ar-condicionado estalando, de que se fizermos contatos com pessoas de baixa índole e arrogantes para ganhar status nos deixará felizes é EXTREMAMENTE questionável. Claro que deve haver muitas pessoas que gostariam desse tipo de vida, porém muitas que de adequariam apenas. Isso poderá nos trazer certa ascensão profissional, nos trará dinheiro.. Muito bem, mas até que ponto isso é válido? Quando nos submetemos a essas circunstâncias estamos admitindo que somos realmente inferiores aos números mencionados no começo.

Como disse um grande poeta uma vez: “A vida está sendo esquecida por quem vive sem vivê-la-la como quer.”

Eu espero uma coisa da humanidade: Coragem!

A vida é AGORA, passa rápido, temos que aproveitar e extrair dela tudo que nos deixa bem. Conservar as pessoas que nos consideram: nossas famílias, elas realmente nos amam, amor de verdade, amor eterno; nossos amigos, os verdadeiros, aqueles com que você pode contar sempre, nas alegrias e nas tristezas, nas madrugadas e nos finais de tarde; nossas paixões, que nos completam de forma espantosa, nos acalmam e nos fazem entrar no mundo mágico e desconhecido do amor.

Temos que realizar nossos sonhos hoje, caso contrário eles serão sempre sonhos e então quando chegarmos à nossa plenitude etária diremos “podia dar certo se eu tentasse”. Isso não espanta vocês? Não aterroriza, não parece que o coração vai sair pela boca?

Faça da vida algo bem vivido, notável, histórico!


Inspirado em algumas idéias do texto “Ae... Viva” de Guilherme Ribeiro Miranda.